Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo

Indústria prevê crescimento de 18% nas vendas de caminhões em 2020

Anfavea estima 120 mil unidades para o ano, com produção também em alta.

As fabricantes de caminhões projetam mais um ano positivo para o setor ao prever crescimento de 18,4% das vendas em 2020. Na terça-feira, 7, em sua sede de São Paulo, a Anfavea apresentou o balanço de 2019 da indústria e também sua estimativa para o ano e prevê o emplacamento de 120 mil caminhões.

Ao apresentar o balanço, a entidade comemora o crescimento de 33,3% das vendas de caminhões em 2019, que ultrapassou a barreira das 100 mil unidades – a última vez que isso aconteceu foi em 2014, quando o setor registrou 137 mil caminhões novos.

No total, foram emplacados 101,3 mil caminhões no ano passado, dos quais 51% são do segmento pesado – com PBT acima de 15 toneladas. A categoria chegou a crescer na ordem de 70%, recuperando totalmente as perdas da crise mais recente.

“Embora a previsão da Anfavea apontasse para um volume ligeiramente acima disso, o total está o dobro do que foi em 2016, por exemplo. Além dos pesados, outros segmentos também cresceram de forma mais robusta em 2019, como os semipesados. No total, o setor de caminhões volta a ter um número importante, ainda abaixo do pico, mas um número importante”, analisa Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea.

Segundo o executivo, assim como no ano passado, os caminhões pesados também vão liderar as vendas do setor em 2020 impulsionado pelo agronegócio. Estes modelos são utilizados, entre outras atividades, no escoamento da safra de grãos, cujas estimativas apontam para um novo recorde do ciclo atual 2019-2020 (que encerra em junho deste ano). Também é esperada uma maior participação dos modelos pesados off-road nas vendas deste ano com base nos investimentos em infraestrutura que podem acontecer em 2020.

Com base apenas na estimativa de vendas para o mercado interno, a produção de caminhões deverá aumentar na faixa de 5% em 2020 com relação ao volume fabricado no ano passado, que foi de 113,4 mil.

Contudo, as exportações do segmento deverão continuar em queda: em 2019, com apenas 13,5 mil caminhões, os embarques caíram 45% – ainda reflexo da crise argentina. Para 2020, a Anfavea acredita que as vendas para outros mercados podem atingir as 16 mil unidades, isto considerando a soma de caminhões e ônibus. Em 2019, esta soma foi de apenas 21 mil veículos, portanto, a previsão da Anfavea para este ano representa uma nova retração de 22,7%.

Ônibus

A projeção das montadoras para as vendas de ônibus em 2020 indica um crescimento de 9,9% com relação a 2019, passando de 20,9 mil para 23 mil chassis. Em sua análise, o presidente da Anfavea destaca que no ano passado, o segmento cresceu 38,8% graças à retomada do segmento de ônibus urbanos, com a renovação de frota em alguns municípios, além de novas entregas para o programa Caminho da Escola, que também retomou as compras no ano passado.

No entanto, houve queda de 21,6% nas exportações do segmento no período, com apenas 7,1 mil ônibus embarcados. Isso fez diminuir o volume de produção de 2019 em 3% com relação ao ano anterior, para pouco mais de 27,6 mil chassis.

Apesar de não divulgar em separado sua estimativa de produção, vendas e exportações para caminhões e ônibus, a Anfavea indica que a produção desses veículos pesados deverá ser 13,4% maior em 2020, com 160 mil unidades. Em 2019, essa soma foi de 141 mil, aumento de 5,2% sobre o resultado do ano anterior.

Fonte: Automotive Business