Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo

Governo Federal lança edital de licitação para mais uma etapa da Rota Bioceânica

Obra será de 13km, da BR-267/MS ao acesso a ponte de Porto Murtinho/MS

O Ministério da Infraestrutura (MInfra), por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), publicou, nesta segunda-feira (29), o edital de licitação para contratação de empresa especializada para a elaboração de estudos e projetos básico e executivo de engenharia do Contorno Rodoviário Norte em Porto Murtinho/MS, com acesso à Ponte Internacional Brasil/Paraguai e respectivas instalações aduaneiras para o Centro Integrado de Controle de Fronteira na rodovia BR-267/MS.

“Hoje demos mais um espaço importante para a concretização da Rota Biocêanica. O Brasil ficou responsável por fazer o acesso da BR-267/MS até a ponte internacional, que tem previsão para ser concluída em 2023 com recursos da Itaipu Paraguai, e nosso objetivo é que este acesso comece a ser construído em 2021. A consolidação desse corredor de transporte vai dar mais competitividade ao mercado brasileiro”, afirma o ministro Tarcísio Gomes de Freitas.

Os benefícios da obra serão a redução dos custos com o frete e o transporte, a trafegabilidade durante todas as estações do ano, melhoria na logística para o escoamento de bens de consumo, além da integração regional e internacional. Outro benefício será a possibilidade de desenvolvimento local para as áreas onde o Corredor será implantado, com oportunidades de geração de emprego e renda à população.

BIOCEÂNICA – A Rota de Integração Latino Americana (RILA), ou Rota Bioceânica, é um corredor rodoviário com extensão de 2.396 quilômetros, que vai ligar o Oceano Atlântico aos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando pelo Paraguai e Argentina.

A expectativa é que, com o funcionamento do Corredor Rodoviário Bioceânico, os caminhões levem em média três dias para percorrer os 1.800 km que separam Porto Murtinho dos Portos do Norte do Chile. Hoje, os produtos brasileiros precisam seguir para o litoral para serem exportados. O principal destino é o Porto de Santos, que se encontra com a capacidade de operação praticamente saturada. A estimativa é que, após implementado, o trajeto diminua em até 14 dias o prazo para importação e exportação de produtos para a Ásia e Oceania.

Fonte: Ministério da Infraestrutura